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Frente Nacional contra a Censura é lançada em Belo Horizonte

22/11/2017

Movimento luta contra o golpe, pela liberdade de expressão, pela democracia, contra o arbítrio, o fundamentalismo de todas as formas e fascismo

Escrito por: Rogério Hilário, com informações e BHAZ

A Frente Nacional contra a Censura (FNCC) foi lançada na noite de terça-feira (21) por centenas, em ato no Palácio das Artes, em Belo Horizonte. Participaram centenas de entidades da sociedade civil – movimentos sindical, social, popular e estudantil, do mundo artístico e cultural e lideranças políticas, que construíram ampla e forte resistência  contra o arbítrio, a censura, o fundamentalismo de todas as formas e o fascismo. Segundo organizadores e apoiadores da FNCC, a ideia do movimento é lutar contra atos contrários à liberdade de expressão, por democracia e contra o golpe em curso no  país.O ato reuniu cerca de 1.700 pessoas, que lotaram o Grande Teatro do Palácio das Artes.

O lançamento aconteceu por conta os protestos contra a exposição “Faça Você mesmo Sua Capela Sistina”, de Pedro Moraleida; e a tentativa de proibição da peça de teatro “O Evangelho Segundo Jesus, Rainha do Céu”, ambas, inspiradas em ações que motivaram o encerramento da mostra “Queermuseu”, em Porto Alegre. Segundo um dos organizadores, o professor e cientista político Róbson Sávio, o movimento foi criado, exatamente, após uma ameaça de censura às exposições de arte e espetáculos teatrais sob acusações de incentivo à pedofilia.

De acordo com o produtor cultural e um dos organizadores da FNCC, Pedro Martins, o movimento foi criado, exatamente, após uma ameaça de censura às exposições de arte e espetáculos teatrais sob acusações de incentivo à pedofilia. “Nós já fizemos vários atos aqui. Tomamos a decisão de criar uma frente nacional para que a gente não fique em um ato isolado. A expectativa é que a população entenda o que nós estamos fazendo. Entenda que a arte não é pedofilia. A pedofilia, infelizmente, está nas igrejas, nas casas e não nas galerias de artes e museus”, explica Pedro.

Além dos organizadores e manifestantes que apoiam a criação da frente, o secretário municipal de Cultura de Belo Horizonte, Juca Ferreira, também esteve no local. “Esse evento é importante porque estão tentando restabelecer a censura em cima de questões demagógicas e de moral. Mas, os artistas estão se mobilizando e isso é importantíssimo. Acho que Minas vai dar uma lição para o Brasil, porque só há um jeito de combater a censura, que é lutar pelo direito de expressão”, afirmou.

Para o presidente da Fundação Municipal de Cultura, Rômulo Avelar, a ação pode conter o avanço de um problema já vivido pelos brasileiros.  “A censura é algo que a gente não pode mais conviver. Há de se fazer toda uma mobilização no sentido da gente se proteger desse mal, que já ocorreu no Brasil no momento da ditadura, e que não seria interessante a gente ver renascer”, disse.

Pelas redes sociais, diversos artistas e famosos têm demonstrado apoio ao movimento. Chico Buarque, Caetano Veloso, João Naves, Benvindo Siqueira e Débora Falabella foram alguns dos artistas que deixaram suas mensagens de apoio ao lançamento da Frente.

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