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Bancárias e bancários de Belo Horizonte e região vão aderir à greve geral do dia 28

18/04/2017

Decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária

Escrito por: Rogério Hilário

Contra as reformas da Previdência e trabalhista, contra a terceirização irrestrita e em defesa dos bancos públicos, bancárias e bancários da base de Belo Horizonte e região irão aderir à greve geral do dia 28 de abril. A decisão foi tomada em Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta terça-feira (18), na sede do Sindicato.
 
Diversas categorias de trabalhadores de todo o país se mobilizam para paralisar suas atividades no próximo dia 28. A Greve Geral foi convocada pela CUT e outras centrais sindicais e deve mandar um recado claro ao governo Temer de que não serão aceitos retrocessos.
 
A pressão das ruas fez o governo recuar em alguns pontos da reforma da Previdência. Porém, a mobilização é necessária para enterrar de vez a proposta que, na prática, impedirá muitos brasileiros e brasileiras de se aposentarem.
 
Já a reforma trabalhista (PL 6787/2016) ameaça direitos consolidados e a organização dos trabalhadores. A terceirização irrestrita, já sancionada por Temer, é apenas uma amostra do que está por vir caso o PL seja aprovado. A proposta tramita em uma comissão especial da Câmara.
 
A defesa dos bancos públicos também é pauta prioritária da categoria na Greve Geral. A intenção de desmonte da CAIXA e do Banco do Brasil já se manifesta através do fechamento de agências, reestruturações e programas de desligamento voluntário. Trabalhadores destes bancos já sentem na pele os efeitos da política de Temer e se mobilizam para defender o patrimônio dos brasileiros.
 
“No próximo dia 28, vamos mostrar ao governo Temer a capacidade de luta dos trabalhadores brasileiros. Vamos parar o país para dizer não à retirada de direitos. Não podemos aceitar que conquistas históricas obtidas com muita luta da categoria bancaria e de toda a classe trabalhadora sejam jogadas no lixo por um governo ilegítimo e corrupto. Nenhum direito a menos”, afirmou Eliana Brasil, presidenta do Sindicato.

Malhação do Judas

Bancárias e bancários saíram às ruas na manhã desta terça-feira (18) para denunciar à população mineira os ataques do governo golpista direitos dos brasileiros. Eles realizaram a “Malhação de Judas”, um boneco com a estampa de Michel Temer, em frente à sede do banco Itaú, na Praça Sete, Centro de Belo Horizonte.  A categoria anunciou, também, que vai aderir à greve geral do dia 28 de abril e pediram apoio dos mineiros ao movimento.

Os manifestantes, coordenados pelo Sindicato dos Bancários de Belo Horizonte e Região, dialogaram com a população contra a terceirização, as propostas de reformas da Previdência e trabalhistas e mostraram como a pauta dos golpistas vai prejudicar trabalhadoras, trabalhadores e todo o país. Durante a manifestação e a panfletagem na Praça Sete, muitas pessoas aderiram ao protesto e malharam o Judas.

“Este Judas está com a faixa presidencial que ele roubou. Ele quer também roubar os direitos do povo brasileiro. Querem enterrar os nossos direitos. Os bancários estão nas ruas protestando e querem barrar a retirada de direitos. Querem acabar com a CLT, o retorno da escravidão”, disse Clotário Cardoso, diretor regional do Sindicato dos Bancários.

“Estamos em frente ao banco Itaú, que teve a multa de R$ 25 bilhões com o Imposto de Renda perdoada. A Receita Federal  não perdoa o cidadão comum. Governo sério estaria criando emprego, mas o que existe é entreguismo e sucateamento. Aprovaram a terceirização irrestrita, querem desmontar a CLT e a Previdência. Eles não têm compromisso com o povo. Os motoristas estão deixando os ônibus nas ruas. Não aguentam o estresse de dirigir, cobrar passagem e cuidar do passageiro. No dia 28, vamos parar este país. Não aceitamos retrocesso. Nenhum direito a menos”, afirmou Luciana Duarte, 1ª secretária do Sindicato dos Bancários.

 PL 6787/2016, conhecido como a reforma trabalhista e proposto pelo governo ilegítimo, representa uma grave ameaça aos trabalhadores. O projeto, que na verdade é um desmonte dos direitos trabalhistas, pretende colocar os acordos negociados com os patrões acima da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e, se aprovado, importantes direitos como férias e jornada de trabalho poderão ser flexibilizados. A Câmara dos Deputados se prepara para votar o projeto, que tramita em uma Comissão Especial. Por isso, é necessário resistir nas ruas.

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