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Educadoras e educadores fazem Marcha da Educação até o Palácio da Liberdade

05/04/2018

Trabalhadoras e trabalhadoras cobram do governo do Estado pagamento do Piso Salarial. Categoria aprova em assembleia a continuidade da greve

Escrito por: StudiumEficaz

Educadoras e educadores realizam, nesta quinta-feira (5), a Marcha da Educação, que partiu da Praça do Trabalhador, em Contagem, rumo ao Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Trabalhadoras e trabalhadores vão percorrer um trajeto de aproximadamente 10 km.

Conforme foi aprovado na assembleia estadual de quarta-feira (4), esta quinta-feira será um dia de Marcha da Educação pelas ruas de Belo Horizonte em defesa da educação pública e da luta dos educadoras e educadores pelo Piso Salarial Profissional Nacional.

Será também um dia para ampliar o diálogo com a sociedade sobre os motivos que levaram a categorias a deflagrar greve no último dia 8 de março, ou seja,  o pagamento do Piso Salarial conforme acordo assinado entre o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG)  e o governo do Estado, fim do parcelamento dos salários e do 13º, pelo cumprimento dos acordos assinados e atendimento de qualidade pelo Ipsemg.

Categoria aprova continuidade da greve

Trabalhadoras e trabalhadores em educação, em greve desde 8 de março, aprovaram a continuidade do movimento em assembleia estadual realizada na tarde de quarta-feira (4), no pátio da Assembleia Legislativa (ALMG). Durante a reunião, a categoria, com apoio de movimentos sociais, políticos, estudantis, populares e sindicais, homenageou educadoras e educadores agredidos pela Polícia Militar no último dia 28 de março, em Igarapé, durante manifestação.

 Ao final desta atividade, a categoria desceu em caminhada até o Palácio da Liberdade, na Praça da Liberdade, onde fizeram protesto para cobrar do governador Fernando Pimentel aa pagamento do Piso Salarial.  A próxima assembleia será realizada dia 10 de abril, terça-feira, às 14 horas na ALMG. Depois da manifestação, educadoras e educadores saíram em marcha até a Praça Afonso Arinos para se unir às entidades que realizaram ato Lula Livre, em defesa do direito à candidatura do ex-presidente e da democracia.

Calendário aprovado

5 de abril - Marcha pela Educação, pelas ruas da capital, para dialogar com a população sobre a luta da educação e a greve

5 a 9 de abril - Vários atos e mobilizações acontecerão em todo o estado para fortalecimento da greve

10 de abril - Nova Assembleia Estadual, às 14h, no pátio da ALMG, em BH.

Conselho Geral

Foi realizado, na manhã de quarta-feira (4), o Conselho Geral do Sind-UTE/MG, no auditório do Crea-MG, quando conselheiros e conselheiras de várias regiões do estado avaliaram o cenário da greve e as atividades realizadas para cobrar do governador Fernando Pimentel  que ele cumpra o que deve à educação.

As agressões que educadores e educadoras sofreram em Igarapé, no último dia 28 de março, quando a Polícia Militar de Minas Gerais agiu de forma impiedosa atirando contra os manifestantes com balas de borracha, bombas de efeito moral e gás lacrimogênio também foram alvo de críticas e de repúdio.  Houve considerações sobre uso arbitrário da força e informes sobre a reunião acontecida dia 2.4.18 na Câmara Municipal de Igarapé, quando o Sind-UTE/MG se fez presente  para reportar àquela Casa Legislativa o desrespeito e as agressões a que educadoras e educadores  foram submetidos.  Foi dado o informe de que, por unanimidade, os vereadores de Ibirité, aprovaram um ofício a ser encaminhado ao governador Fernando Pimentel cobrando o pagamento do Piso Salarial aos profissionais da educação, bem como, a responsabilização dos policiais militares que agrediram  trabalhadoras e trabalhadores.

Na quarta-feira (4), um ato de desagravo realizado pela manhã marcou a resposta dos profissionais da educação em Igarapé. Houve o fechamento da BR 381, naquele município, como uma manifestação de apoio aos companheiros e companheiras agredidos dia 28 último. “Foi uma maneira de mostrarmos coletivamente que se mexeu com um mexeu com todos”, reforçaram educadoras e educadores.

BR 381 é fechada

Trabalhadoras e trabalhadores em educação, fecharam a BR 381, em Igarapé, pela manhã, dentro das atividades deste dia 4 de abril. O objetivo das atividades de rua é fazer um diálogo com a sociedade sobre as demandas da educação e dos motivos que levam os profissionais da educação a deflagrarem a greve.

Reivindicações: o pagamento do Piso Salarial conforme Acordo assinado entre o Sindicato e o governo do Estado, fim do parcelamento dos salários e do 13º, pelo cumprimento dos acordos assinados e atendimento de qualidade pelo Ipsemg.

Entenda a luta dos profissionais da educação

Em 2015, após sete anos de lutas pelo pagamento do Piso Salarial, três grandes e intensas greve, dois acordos descumpridos pelos governos, finalmente, a categoria conquistou uma lei estadual com a política do Piso Salarial Profissional Nacional.

A Lei Estadual 21.710/15 garantiu o pagamento de vencimento básico e não mais o subsídio, os reajustes anuais do Piso e estabeleceu uma política de pagamento e incorporações de abonos para que, em julho de 2018, finalmente, o Governo de Minas pague o Piso Salarial.

Desta forma, a categoria aceitou um processo de longo prazo, abriu mão, naquele momento, de várias outras questões salariais e de carreira com o objetivo de conquistar o Piso Salarial. Importante destacar que ao conquistar uma lei, seria possível evitar o desgaste de iniciar a mesma luta a cada ano, garantindo uma política permanente.  No entanto, contrariando a legislação estadual e o próprio acordo assinado, o governo estadual acumulou dois reajustes (2017 e 2018) sem o pagamento à categoria.

Para além dessa questão de não cumprir os reajustes do Piso e outras questões dos Acordos assinados, o governo de Minas também tomou a decisão de parcelar o 13º salário, adiou o ano escolar, mantém escalas de pagamento dos salários, medidas que atingem o conjunto do funcionalismo.

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