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Ato em defesa de Lula e da democracia ocupa a Praça Sete

06/04/2018

Milhares vão às ruas de Belo Horizonte para protestar contra pedido de prisão do ex-presidente

Escrito por: Rogério Hilário, com informações da Frente Brasil Popular Minas

Milhares de pessoas ocuparam toda a Praça Sete, na Região Central de Belo Horizonte, desde o final da tarde até a noite desta sexta-feira (6), em ato histórico em defesa de Lula e da democracia e contra a prisão do ex-presidente. A manifestação, convocada pela Frente Brasil Popular, uniu lideranças políticas, sindicatos, federações, confederações, centrais sindicais, movimentos políticos, populares, sociais e estudantis que trancaram todas as vias da praça. Além de repudiar as decisões do Judiciário e o juiz Sérgio Moro, todos reafirmaram a disposição de manter a união e continuar nas ruas para impedir a prisão de Lula e derrotar o golpe.

No início da noite, o ato se transformou. Os manifestantes continuaram no local para acompanhar as informações sobre o ex-presidente, que não se entregou à Polícia Federal, em Curitiba, às 17 horas desta sexta-feira (6). Ele permaneceu na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo, que ficou totalmente cercado por trabalhadoras e trabalhadores.

Por todo Estado de Minas Gerais, foram organizados atos e manifestações. Em Belo Horizonte, uma mobilização na Praça Sete, que começou pela manhã, funcionou como Rádio Peão e serviu para dialogar com a população sobre a atual etapa do golpe, que é a prisão do ex-presidente Lula. A manifestação seguiu até o início do grande ato, que começou às 16 horas.

“Não estamos sozinhos. Há muita resistência popular, com atos em toda Minas Gerais e em todo o Brasil. A prisão de Lula nos ataca diretamente e o povo está em luta unido Seremos milhões de Lulas, milhões de Dilmas. É a classe trabalhadora fazendo o enfrentamento. Cada um com suas bandeiras de lutas neste dia histórico e dramático para o nosso país”, disse Beatriz Cerqueira,  presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG).

“O mandado de prisão do ex-presidente Lula faz parte de toda uma estratégia golpista contra todo o povo brasileiro. E, principalmente, contra as mulheres. A reforma trabalhista atacou as mulheres. O governo golpista tem pautado que o espaço público não é das mulheres. O assassinato da vereadora Marielle  Franco e o impeachment da presidenta Dilma Rousseff deixam bem claro isso. Temos que mandar para Brasília  mulheres de luta e de garra, como a presidenta Dilma, que está no Tribunal Regional Eleitoral transferindo seu título para Minas Gerais para se candidatar ao Senado”, afirmou a presidenta da CUT/MG.

“Estamos aqui para fazer a resistência neste momento em que há uma condenação sem provas do ex-presidente Lula. Desta forma, todos estaremos sujeitos a esta injustiça, quando qualquer Judiciário agir de acordo com a pessoa que está sendo julgada. Mas, o ataque, não se limita a Lula e ao PT. É contra toda a classe trabalhadora e ao povo brasileiro. E começou quando o governo golpista articulou o impeachment, escancarou a reforma trabalhista. Não impuseram a reforma da Previdência porque houve resistência. Se não reagirmos à tentativa de prisão do Lula, vão volta com a reforma da Previdência. O golpe é contra toda a classe trabalhadora, destruir a organização dos sindicatos. A CUT vai fazer a resistência e o Lula Livre. Vamos continuar  nas ruas”, disse Marco Antônio de Jesus, presidente da Federação Estadual dos Metalúrgicos (FEM-MG/CUT).

“Vivemos um processo de desconstrução . Não podemos ficar calados. Temos que dizer ao Lula para não se entregar, porque não nos entregaremos também. O que está acontecendo com Lula é o mesmo que está acontecendo conosco. A defesa de Lula é a defesa da democracia, da soberania, do patrimônio do povo brasileiro, dos indígenas, do LGBTs, do povo encarcerado. É resistência cotidiana, com garra, com beleza, poesia”, afirmou Suzane Duarte, vereadora (PT), de Santa Luzia.

“O país reagiu a este ataque à democracia. Estamos diante de um golpe de estado diferente do anterior, de 64. Não foi só um ataque à democracia, mas também aos direitos e à soberania do povo, direcionado à Petrobras, em que parte do pré-sal está sendo vendida a 86 centavos o barril, a venda do Sistema Eletrobrás. Vejam só, o Brasil é o único país que produz energia limpa. Querem destruir o Brasil, pois, para eles, não interessa um país grande e complexo. Por que querem prender Lula? Porque ele é uma liderança que entra na casa das pessoas, dos que precisam de políticas públicas. Porque eles não têm candidato para disputar a eleição. Que pode nem acontecer, pois há a possibilidade de prorrogar o golpe para entregar tudo ao capital. É hora de saber quem está do lado do Brasil. A luta de classes está exposta em toda as praças e temos que enfrentar as adversidades. Temos que resistir, levantar a cabeça. Estamos do lado certo da história, do lado do Brasil. Prender Lula é prender o povo brasileiro. Nossa indignação vai se transformar em luta, coragem e resistência”, afirmou o vereador Gilson Reis (PCdoB).

Em um momento emocionante do ato, o cantor e compositor Vanderlei da Viola, morador da Ocupação Vicentão, cantou a música “Mente Aberta”, composta por ele em homenagem a Lula. “O Lula soltou a gente a senzala e os golpistas nos levaram para lá de novo. Fiz a música para abrir as mentes das pessoas, que precisam entender a injustiça que Lula está sofrendo.  Temos que lutar muito para fazer Lula voltar e nos tirar novamente da senzala”, disse Vanderlei, ex-metalúrgico e ex-mecânico de caminhões e elevadores.

 

 

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O Povo quer Lula Livre

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