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Trabalhadoras e trabalhadores protestam pela moralidade e caráter público na gestão da Cemig

03/05/2018

Categoria eletricitária paralisa as atividades por resposta concreta às mais de 40 demandas

Escrito por: Sindieletro-MG

Com a postura da Cemig de não dar resposta concreta às mais de 40 demandas da categoria eletricitária e com a continuidade de uma gestão de mercado, imoral, os trabalhadores e trabalhadoras partiram para a mobilização! Agora é mais luta, diariamente!

O Sindieletro realiza, desde a quarta-feira (2), uma série de reuniões setoriais nos locais de trabalho, em todo o Estado. E as reuniões não ficam só no debate! A categoria eletricitária decidiu realizar mobilizações nos locais de trabalho para pressionar a empresa a tratar as nossas  pautas com respeito e respostas que merecemos.

Nas portarias da Cemig paralisamos as atividades na manhã de quarta. A avaliação que está sendo feita é que a gestão da Cemig decepcionou a categoria, o governador Fernando Pimentel tinha o compromisso de renovar o quadro de pessoal próprio,  acabar com gestão militarizada, mas aconteceu o contrário. Demissões em massa e uma gestão neoliberal, de mercado,  e que vai só aprofundando as mazelas para os trabalhadores.

A empresa sequer discute o abono para os trabalhadores, mas paga PLR milionária para os diretores da Cemig.

A direção do Sindieletro ficou o final de semana tentando negociar com a Cemig, porém, nada! Agora, a empresa colhe o que plantou. A resposta é a mobilização total!

As lutas não vão parar, até que nossa pauta seja encarada realmente com seriedade pela Cemig, com respostas concretas, de imediato.

Cobramos também a volta da moralidade na empresa, uma Cemig Saúde que não faça mudanças unilaterais, uma Forluz que não prejudique os participantes ativos e aposentados. Defendemos a luta, a democracia, lutamos ainda contra a privatização da Eletrobras.

Desmonte de equipes e aumento de salário para a direção da Cemig

O Sindicato dos Eletricitários (Sindieletro-MG) denuncia a gestão equivocada da maior estatal de Minas. Cada vez mais submissa às regras do mercado, a empresa aprofunda a política de corte de pessoal e a terceirização de atividades essenciais, ao mesmo tempo em que favorece os altos salários dos executivos.

No último dia 30, a Assembleia Geral de Acionistas da Cemig aprovou o aumento da remuneração do presidente da estatal, que passou de R$ 80 mil para R$ 85 mil (aumento de 6,25%). O salário dos diretores foi de R$ 65 mil para R$ 67 mil (aumento de 3,08%) e dos conselheiros de administração, passou de R$ 19.900 para  R$ 25.500 ( aumento de 28,14%).

Em 2016 e 2017, já no meio de grande crise política e financeira, foi aprovado um reajuste para a diretoria e conselheiros da Companhia muito além da inflação e dos salários dos trabalhadores. A Cemig concedeu reajustes de 36,65% para o presidente, 24% para conselheiros e 22,54% para diretores.

Para o Sindicato, esses percentuais elevados são uma contradição diante da realidade dos trabalhadores e consumidores, que sofrem com os efeitos dos sucessivos programas de desligamento voluntário, cortes de orçamentos para a área operacional e desativação  de equipes.

Segundo levantamento do Dieese, com base em relatórios da própria Cemig, em 1994 a empresa tinha 17.516 trabalhadores no quadro próprio, mas fechou 2017 com apenas 5.864 eletricitários.

Até 2014, os governos tucanos fecharam 9.115 postos de trabalho. Em 2015, primeiro ano do governo Pimentel, a Cemig tinha 7.860 trabalhadores no quadro próprio. Apesar do compromisso de contratar 1.500 eletricitários, o governo de Fernando Pimentel manteve a política de desligamentos voluntários  e  já é o terceiro governador que mais fechou postos de trabalho na Cemig nos últimos 20 anos.

O Sindieletro alerta que os dois pequenos concursos recentemente abertos pela Cemig não suprem nem 20% das 1.500 vagas prometidas por Pimentel. Enquanto isso, a empresa mantém novo programa de desligamento  com previsão de saída de cerca de 400 trabalhadores.  Essas demissões devem atingir ainda mais a qualidade dos serviços, se considerado que o quadro de pessoal já está muito baixo.

A política de pessoal da Cemig arrocha a remuneração global dos trabalhadores, tenta retirar direitos e usa a readaptação funcional e a prática de assédio como ferramentas de gestão para punir e perseguir trabalhadores.

Neste contexto, o Sindicato mobiliza a categoria e a sociedade pelo resgate da moralidade e do caráter público da Cemig.

Outras informações para imprensa:

Sindieletro: (31) 3238.5000

Jefferson Silva, coordenador geral (31)98402-9965

Rua Mucuri,271 – Floresta - Belo Horizonte-MG

 

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