Twitter Facebook YouTube

CUT MG > LISTAR NOTÍCIAS > DESTAQUES > ENCONTRO REFORÇA POTENCIAL DE INTEGRAÇÃO E UNIDADE DOS POVOS

Encontro reforça potencial de integração e unidade dos povos

08/07/2015

Delegação mineira na Bolívia levanta suas percepções e expectativas no II Encontro Mundial de Movimentos Populares

Escrito por: Joana Tavares, de Santa Cruz de La Sierra

“Esse encontro acontece num momento de grande acirramento da luta de classes na América Latina e no Brasil, então precisamos nos encontrar e nos fortalecer para as próximas lutas que virão”, avalia Beatriz Cerqueira, presidenta da Central Única dos Trabalhadores de Minas Gerais (CUT/MG) e coordenadora-geral do Sindicato Único dos Servidores em Educação (Sind-UTE/MG), que participa do II Encontro Mundial de Movimentos Populares, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia..

Beatriz foi uma das 100 lideranças mundiais de movimentos populares que participou do I Encontro com o Papa, em outubro do ano passado. Ela conta que o fato de outra reunião acontecer em tão curto espaço de tempo demonstra que a aproximação sugerida entre o Vaticano e os movimentos populares é real. “É muito significativo quando a história nos presenteia com líderes como Papa Francisco. Especialmente neste momento de grande acirramento, uma liderança como a dele ser utilizada para o bem comum é muito importante”, destaca.

A perspectiva de encontrar a figura mais importante da Igreja Católica motivou o eletricitário e diretor do Sindieletro-MG Jair Gomes Pereira Filho a sair de ônibus de Belo Horizonte e chegar a Santa Cruz de La Sierra dois dias depois. “O Papa tem nos orientado para que pratiquemos as mudanças que o mundo tanto necessita. Ele chama a atenção que todos – inclusive a Igreja – precisamos sair da redoma e fazer o debate das justiças sociais”, diz.

Mirtes de Paula, professora em Unaí, no noroeste mineiro e coordenadora da subsede do Sind-UTE/MG, recorda outra mensagem do pontífice – tratada no encontro – que precisa ser replicada. “É importante levar para minha região, que é muito afetada pelo agronegócio, a conscientização da importância de nós valorizarmos a Mãe Terra. Precisamos também formar com nossos alunos uma consciência de que a Terra merece cuidados de todos nós. Dos mais pobres, dos mais ricos, de todos”, pontua.

Frederico Santana Rick, coordenador de políticas sociais da Arquidiocese de Belo Horizonte, acredita que o Encontro Mundial de Movimentos Populares pode contribuir para criar mais pontes entre a Igreja e os movimentos, fortalecendo o lado mais progressista da instituição.

Integração

Fortalecer a unidade. Trocar experiências. Alimentar a luta. Esses também são frutos do Encontro, como lembra Feliciana Saldanha, coordenadora da subsede de Ipatinga do Sind-UTE/MG. “Essa experiência aqui tem nos fortalecido e vai possibilitar a construção de muitas lutas junto aos movimentos sociais”, acredita.

Ederson Alves da Silva, secretário de juventude da CUT/MG, destaca ainda a oportunidade de conhecer outros movimentos e perceber como se vivem problemas parecidos em todo o mundo. “Em todo lugar é preciso avançar na distribuição de renda para a população”, sublinha.

Jairo Nogueira Filho, secretário-geral da CUT/MG, acrescenta que o ataque à classe trabalhadora é globalizado e a resistência também precisa ser. “A gente precisa se unir para entender que não é um problema local, específico, mas que enfrentamos questões comuns, no mundo todo”, reforça.

Muitas vozes

Lidyane Ponciano, fotógrafa e militante da democratização da comunicação, considera gratificante esse intercâmbio entre tantas culturas. “Várias vozes estão sendo ouvidas aqui, pessoas falando de seus direitos, reivindicando uma qualidade de vida melhor, o direito à terra, à moradia..”, pontua.

Regina Cruz, presidenta da CUT Paraná, destaca a relevância à voz das mulheres, que são trabalhadoras mais precarizadas que os homens, ganham menos, e guardam a memória da preservação. “Essa unidade das mulheres fortalece a luta feminista não só no Brasil, mas no mundo”, lembra.

Movimentos de juventude também estão presentes e também acreditam que uma luta fortalece outra. “Quando a gente vem num espaço deste se sente parte de um projeto maior que o nosso local, fortalecemos a unidade, a mística, o sentimento revolucionário. O sentimento de unidade dos povos é fundamental”, comenta Priscila Araújo, do Levante Popular da Juventude.

Quem luta educa

Unidade é uma palavra presente entre os integrantes da delegação de Minas Gerais no Encontro. Também é uma prática política. A articulação de movimentos populares e sindicais denominada Quem luta educa propõe a integração de pautas e mobilizações das organizações do estado, em torno da ideia de um projeto popular.

“A luta mineira e a luta latino-americana por um projeto alternativo e popular se concretizam aqui na troca de experiência entre vários povos. Esse encontro anuncia a disposição da unidade na construção de um projeto alternativo de sociedade”, resume Joceli Andreoli, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB).

Beatriz Cerqueira cita outro desafio e sinal de continuidade dessa construção: a realização de um encontro de movimentos populares e a Igreja no Brasil, em fevereiro do ano que vem.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

Nome:
E-mail:
Título:

TV CUT
RÁDIO CUT
FNDC

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE MINAS GERAIS
Rua Curitiba, 786, 2º andar | Centro | CEP 30170-120 | Belo Horizonte | MG
Fone: (55 31) 2102.1900 / 1916 | www.cutmg.org.br | e-mail: cutmg@cutmg.org.br