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Professoras e professores do setor privado deliberam por greve

25/04/2018

Donos das escolas insistem em tirar direitos conquistados há décadas

Escrito por: Sinpro Minas

Professoras e professores do setor privado de ensino em Minas Gerais decidiram, em assembleia na noite de terça-feira (24), entrar em greve.
 
Os donos de escolas insistem em retirar direitos conquistados há décadas e se mostram irredutíveis a não negociar com o Sinpro Minas a partir do patamar mínimo para se abrir negociações, conforme deliberado em assembleias anteriores da categoria, que é a manutenção dos direitos já conquistados através de muitos anos de lutas e resistências.
 
Cerca de 2000 professores lotaram novamente o hall da ALMG e entenderam que a única forma de serem ouvidos, diante da postura  intransigente dos donos de escola, é paralisar totalmente suas atividades. Professores e professoras de mais de 60 escolas estiveram presentes no ato. Muitos alunos e representantes de grêmios, diretórios centrais de estudantes bem como movimento estudantil também estiveram na assembleia reiterando seu apoio à luta dos seus professores por nenhum direito a menos.
 
Representantes de outros sindicatos de diversas categorias marcaram presença em apoio e solidariedade à luta dos trabalhadores, assim como alguns pais e mães de alunos/as que compreenderam que uma educação de qualidade para seus filhos depende de professores valorizados e motivados em sala de aula.
 
Às 10h de quinta-feira, 26, está marcada uma audiência de mediação que reunirá os dois sindicatos, dos professores e dos donos de escolas, no Tribunal Regional do Trabalho, e às 16h será realizada nova assembleia no hall da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, para avaliar a reunião no TRT e definir os rumos do movimento grevista.
 
Segundo a presidenta do Sinpro Minas, paralisações e greves se validam quando o trabalhador se sente lesado:  “Nossa luta é por garantia de direitos conquistados. Não vamos começar a lutar depois que esses direitos forem retirados. Nossa luta é agora. Não houve recuo na proposta lesiva que o patronal nos impõe. Então, a categoria entendeu, amparada pelos seus direitos constitucionais, que entra em greve a partir de amanhã.”
 
Às 10h desta quarta-feira, 25, a categoria vai apresentar uma aula pública sobre as suas reivindicações e a contraproposta afrontosa à dignidade dos/as professores/as que os donos de escolas insistem em enfiar goela abaixo dos/as docentes.
 
Dentre os inúmeros ataques que os donos de escolas impõem aos professores os mais críticos são: perda do adicional por tempo de serviço, perda das bolsas de estudos para professores e dependentes, perda do intervalo (recreio) dos/as professores/as, retirada da cláusula de atestado médico (ou seja, professor não pode adoecer), retirada da representatividade do sindicato (legítimo representante da categoria, conforme apregoa a Constituição da República), retirada da estabilidade do professor aposentando, perda significativa do adicional extraclasse (uma vez que propõem que o professor trabalhe 10% a mais sem remuneração devida), reajuste de 1%, abaixo da inflação – sendo que as mensalidades escolares reajustaram em média 12%.
 
Uma nova assembleia da categoria, para avaliar os rumos do movimento grevista está prevista para o dia 26, às 16h no Espaço democrático da ALMG.
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