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Servidores da saúde em greve fazem ato na avenida Amazonas

04/05/2016

Categoria buscava apoio dos participantes do 23º Congresso Mineiro de Municípios, que ocorria no Expominas, para ajudar a pressionar governo em relação as suas reivindicações

Escrito por: O Tempo Online

Os servidores da Saúde de Minas, que entraram no seu décimo dia de greve, realizaram uma manifestação na avenida Amazonas, no bairro Gameleira, na região Oeste da capital, na manhã desta quarta-feira (4). Essa foi mais uma forma encontrada pela categoria para pressionar o governo do Estado a atender suas reivindicações.
 
Os trabalhadores exigem a redução da carga horária de 40 para 30 horas semanais, sem corte salarial, e a reestruturação do plano de carreira. A paralisação conta com a adesão de enfermeiros, técnicos em enfermagem, assistentes sociais, fisioterapeutas e psicólogos. Já os médicos, não aderiram À paralisação.
 
Na manhã desta quarta, cerca de 800 trabalhadores da área, segundo informou o Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde), deixaram a porta da Fundação Ezequiel Dias (FUNED), na rua Conde Pereira Carneiro, no bairro Gameleira, e seguiram, em passeata, para a porta do Expominas, que fica a 5 minutos do local.
 
A intenção dos manifestantes era entrar no Expominas, onde ocorria o 23º Congresso Mineiro de Municípios, mas, no primeiro momento, acabaram barrados pela Polícia Militar (PM). "O objetivo é entrar e falar com os prefeitos do municípios que a situação da saúde no Estado está precária. Eles precisam nos ajudar, já que são eles que sofrem quando os hospitais não funcionam", afirmou Eric Colen, que é um dos diretores do Sind-Saúde.
 
Após meia hora, a entrada dos manifestantes foi liberada. O grupo deu uma volta no pátio do Expominas, onde encerrou o ato. De acordo com a Polícia Militar, a entrada dos manifestantes estaria liberada normalmente ao evento - uma vez que eles tinham credenciamento, mas como portavam apitos e faixas, por motivos de segurança, a entrada ficou limitada ao pátio.
 
Conforme os organizadores do protesto, se nada for acordado entre o sindicato e a Secretaria de Planejamento e Gestão, em uma reunião que está acontecendo hoje, a greve continua. Mas a secretaria não confirmou o encontro.
 
O sindicato explicou que ainda não foi possível dizer quantos servidores aderiram À paralisação. A Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) também foi procurada pela reportagem e explicou ser impossível contabilizar o número de servidores que aderiram ao movimento grevista. No entanto, a instituição alegou que, apesar da greve e da redução de trabalhadores, todos os pacientes que procuraram as 21 unidades da Fhemig no Estado estão sendo atendidos, mesmo que seja de forma mais lenta.
 
Sobre as reivindicações da categoria, a reportagem entrou em contato com a Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (Seplag) que explicou, durante a reunião com a categoria realizada em abril, que o governo se comprometeu em, a partir do próximo mês, realizar a implantação dos benefícios auxílio-refeição e auxílio-transporte para os servidores estaduais cedidos aos municípios.
 
Sobre a reestruturação das carreiras, o governo alegou ter se comprometido em rever o decreto que regula as concessões de diárias atento às especificidades do trabalho.
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