Twitter Facebook YouTube

CUT MG > LISTAR NOTÍCIAS > NA MÍDIA > SERVIDORAS E SERVIDORES DA BHTRANS ENTRAM GREVE SUSPENDEM ATIVIDADES DE FISCALIZAÇÃO

Servidoras e servidores da BHTrans entram greve suspendem atividades de fiscalização

20/05/2016

Categorias reivindicam um reajuste de 20% nos salários e benefícios fornecidos pela empresa.

Escrito por: O Tempo Online e Portal Uai

Os serviços básicos de fiscalização e monitoramento do trânsito em Belo Horizonte estão parados por conta da greve dos funcionários da Empresa de Transporte e Trânsito de Belo Horizonte (BHTrans) que teve início na manhã desta sexta-feira (20).
 
Segundo o diretor administrativo do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Assessoramento, Pesquisas, Perícias, Informações e Congêneres de Minas Gerais (Sintappi-MG), Gilberto Márcio Pires, estão paralisados serviços como remoção de veículos estacionados em frente à portas de garagens, monitoramento do trânsito pelo sistema de vídeo na central da BHTrans, vistorias de táxis, ônibus escolares e transportes públicos, como coletivos e suplementares, fiscalização nas plataformas das estações de ônibus, atendimento no BHResolve e manutenção dos semáforos nas ruas da capital.
 
"Estamos totalmente parados e o sindicato é contra a manutenção de uma escala mínima, pois entende que os serviços prestados não são de caráter essencial. No caso de semáforos estragados, por exemplo, a gente entende que outros órgãos como a Polícia Militar e a Guarda Municipal podem atender para suprir essas demandas", afirma Pires.
 
A manifestação acontece, na manhã desta sexta-feira (20), em frente à sede da BHTrans, na avenida Engenheiro Carlos Goulart, no bairro Buritis, na região Oeste da capital, onde cerca de 300 pessoas estão concentradas, segundo o Sintappi-MG.
 
Os funcionários reivindicam um reajuste de 20% nos salários e benefícios fornecidos pela empresa. "Basicamente, estamos há dois anos sem qualquer reajuste nos salários e benefícios. Queremos uma recomposição disso", explica o diretor administrativo. Entre os benefícios acessados pelos funcionários estão auxílio alimentação, auxílio odontológico e auxílio creche. "A BHTrans não se presta a negociar com a gente. Não há nenhum tipo de diálogo. Então, nossa greve vai durar por prazo indeterminado", reitera.
 
A proposta é de que os funcionários fiquem concentrados em frente à sede da BHTrans, no Buritis, até às 17h. Uma assembleia também está marcada para a tarde desta sexta (20), quando os manifestantes pretendem discutir os novos caminhos da greve. Pelo menos 1.100 funcionários devem aderir à greve nesta sexta-feira (20), o que equivale a quase 90% do efetivo.
 
Em nota, a BHTrans afirma que foi notificada da greve e de que o sindicato responsável pela mobilização é um dos seis sindicatos representantes dos funcionários que fazem parte da categoria de técnicos e fiscais de transporte e trânsito. O órgão ainda ressalta que  "com a paralisação dessas categorias, algumas atividades poderão ficar comprometidas como o atendimento no BH Resolve, a vistoria de ônibus e táxis, o atendimento aos usuários na sede da empresa. A BHTRANS informa que essas atividades poderão ser reprogramadas posteriormente. As operações de trânsito contarão com o reforço da Guarda Municipal e do Batalhão de Trânsito".
 
Vigilantes que serão demiticos  ocupam Secretaria
 
Vigilantes de escolas municipais de Belo Horizonte que serão demitidos e substituídos por um sistema eletrônico de segurança ocupam, na manhã desta sexta-feira (20), parte do prédio onde funciona a Secretaria Municipal Adjunta de Recursos Humanos, na Avenida Augusto de Lima, 30, no Centro de Belo Horizonte. Segundo a Prefeitura de BH, 520 vigilantes que atuam nas escolas no período noturno vão perder os empregos, devido à necessidade de corte de custos da administração municipal.
 
Os demitidos se reuniram na manhã desta sexta-feira (20) na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sindrede-BH) e manifestaram o descontentamento com a decisão, já que muitas famílias correm o risco de ficar desassistidas sem o salário dos vigias. “Tem pessoas que trabalham nessas funções há mais de 15 anos e são responsáveis por garantir o índice baixíssimo de furtos e roubos, até porque são trabalhadores que moram nas comunidades onde estão as escolas e têm uma relação com esses lugares”, afirma o diretor do Sindrede, Wanderson Rocha.
 
Segundo a Secretaria Municipal de Educação, será implantado o sistema de vigilância eletrônica para substituir os trabalhadores que serão demitidos. A previsão é que, em pouco tempo, o sistema de alarme sonoro, ligado 24 horas a uma central de monitoramento de uma empresa de vigilância, estará em funcionamento em todas as 191 escolas e nas 127 Umeis da capital mineira. O diretor do Sindrede, Wanderson Rocha, diz que aguarda a marcação de uma audiência pública pelo presidente da Câmara Municipal de BH, vereador Wellington Magalhães, para ampliar as discussões sobre o tema.
 
  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

RÁDIO CUT

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE MINAS GERAIS
Rua Curitiba, 786, 2º andar | Centro | CEP 30170-120 | Belo Horizonte | MG
Fone: (55 31) 2102.1900 / 1916 | www.cutmg.org.br | e-mail: [email protected]