Twitter Facebook YouTube

CUT MG > LISTAR NOTÍCIAS > MORADORAS DA PEDREIRA PRADO LOPES OCUPAM CRECHE

Moradoras da Pedreira Prado Lopes ocupam creche

25/11/2016

Ocupação se soma às ações do Dia Internacional de Não-Violência contra a Mulher

Escrito por: Frente Brasil Popular Minas

Moradoras da Pedreira Prado Lopes, organizadas no Movimento de Trabalhadoras por Direitos (MTD) e Levante Popular da Juventude, ocupam o prédio da EMEI Maria da Glória Lommez, na região noroeste de Belo Horizonte. Elas reivindicam a recuperação do espaço, com obras de segurança, e sua retomada para atividades de educação infantil, bem como a ampliação das vagas para crianças de 0 a 3 anos.

A ocupação se soma a uma série de ações do dia 25 de novembro, em toda a América Latina, pelo Dia Internacional de Não-violência contra a Mulher. Movimentos populares consideram a ausência de vagas na educação infantil como uma das formas de violência contra as mulheres.

“A negação do direito à creche a todas as crianças acaba por provocar a violação de outros direitos, como emprego, saúde e segurança, além de ser o primeiro contato da criança com o universo da educação. Quando esse direito é negado, as mulheres são as primeiras a sentir, pois, tradicionalmente, tem recaído sobre elas o peso de cuidar da educação dos filhos”, explica Adília Sozzi, advogada e militante do MTD.

Fechamento da escola

Em 2009, EMEI Maria da Glória Lommez recebeu uma verba de R$ 1,3 milhão do Programa Brasil Carinhoso. O recurso foi empregado na reforma do estabelecimento. A partir de então, o local voltou a funcionar regularmente, como creche e pré-escola.

Em 2015, o espaço foi fechado pela Prefeitura, que alegou que a escola estava em uma área de risco. Uma rocha teria se desprendido da encosta que fica logo atrás do edifício, colocando em risco alunos, professores e funcionários. Entretanto, não foi informado à população que destino seria dado ao prédio e que medidas seriam tomadas para recuperá-lo.

Na época, moradores e funcionários fizeram uma manifestação no local, pedindo que a creche, que já tinha mais de 30 anos de existência, fosse aproveitada, ao invés de extinta. Houve reuniões da comunidade com a Secretaria Municipal de Educação (Smed), mas o problema não foi resolvido. Os alunos da Maria da Glória Lommez foram remanejados para a escola de ensino fundamental José Diogo de Almeida.

Falta de vagas

Compete ao município garantir a oferta de vagas em creches e pré-escolas. É dever de pais ou responsáveis efetuar a matrícula. Entretanto, em Belo Horizonte, mais de 17 mil famílias estão na fila de espera e esse número pode aumentar, caso seja aprovada a PEC 55, que propõe congelar os gastos sociais da União por 20 anos.

As famílias que ocupam a escola pedem uma reunião com a equipe de transição do novo prefeito, a fim de discutir o problema. Durante as eleições municipais de 2016, o prefeito eleito Alexandre Kalil prometeu, em seu programa de governo, triplicar o número de vagas na Educação Infantil.

Para a educadora Valéria Borges, integrante do movimento de Trabalhadoras e Trabalhadores por Direitos (MTD) e empregada da rede conveniada, o número de vagas disponíveis para a comunidade está longe de atender à demanda. “A Prefeitura chegou a prometer para a UMEI da Pedreira Prado Lopes 400 vagas em 2014, mas entregou cerca de 150. Enquanto isso, a fila não para de crescer”, afirma a educadora.

  • Imprimir
  • w"E-mail"
  • Compartilhe esta noticia
  • FaceBook
  • Twitter

Conteúdo Relacionado

Nome:
E-mail:
Título:

TV CUT
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista
Tutorial: Saiba como participar da campanha pela anulação da Reforma Trabalhista

#AnulaReforma

RÁDIO CUT
FNDC

CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES DE MINAS GERAIS
Rua Curitiba, 786, 2º andar | Centro | CEP 30170-120 | Belo Horizonte | MG
Fone: (55 31) 2102.1900 / 1916 | www.cutmg.org.br | e-mail: cutmg@cutmg.org.br