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Queremos mais Dilmas

Escrito po: Carmen Helena Ferreira Foro - Vice-presidenta da CUT

01/09/2016

Ter PRESIDENTA fez diferença em nossas vidas.

Presidenta Dilma, tenha certeza que hoje milhares de mulheres se espelham na senhora, sentem orgulho e batem no peito: Dilma me representa!

A sua coragem mostrou ao mundo, com tamanha dignidade e firmeza, que não podemos jamais nos intimidar e nos calar diante de calúnias, mentiras e de ameaças.

Reafirmou o que há de mais forte em nós brasileiras e brasileiros: a luta constante pela igualdade, pela justiça, a dignidade e por tudo que de fato acreditamos!

Queremos mais Dilmas para continuar acreditando que outro mundo é possível sim, e sobretudo para continuar conquistando e ocupando com integridade, honestidade e ética espaços de poder, pois sempre afirmamos que esses espaços também nos cabem por direito.

A senhora, Presidenta Dilma, reacendeu a chama que nos fez despertar ainda mais para a verdadeira importância da democracia, e igualmente fez reacender em nós a chama da resistência. Isso nos fortalece!

Milhares de trabalhadores e trabalhadoras, gente séria, honesta, combativa, ocuparam e ocuparão as ruas do nosso país para dizer que este golpe parlamentar trará consequências desastrosas ao nosso povo, mas que não seremos coniventes com injustiça e impunidade, que estamos indignados e indignadas com tanta sujeira, tanta demagogia, hipocrisia e desonestidade instalada no meio político brasileiro.

O povo brasileiro acompanhou atentamente o tribunal de exceção que a julgou e a condenou de forma injusta e parcial, e de um modo ou de outro, demostrarão sua indignação por vê-la ser tão duramente golpeada por seus algozes.

A senhora foi imensamente discriminada por ser mulher, foi julgada e condenada por ter exercido dignamente o cargo mais importante na esfera pública no nosso país. Esse foi o seu “crime”.

Seus algozes criaram situações, tentaram desqualificá-la, tentaram atacar sua reputação e posso dizer sem sombra de dúvidas que, são no mínimo injustos, os pretextos travestidos de atos jurídicos que foram apresentados na abominável guerra ocorrida nos últimos meses.

Contudo, na sua ida ao Senado Federal, a senhora saiu-se de forma tão brilhante, lúcida, equilibrada e tão imbatível, a ponto de nos encher ainda mais de força e coragem para continuarmos na luta.

Presidenta Dilma, sou mulher negra, trabalhadora rural, cidadã brasileira, militante da defesa dos direitos de todos e todas e mesmo que hoje eu me sinta extremamente triste com tanta estupidez, insensatez, falta de respeito e falta de justiça, pois não posso sentir-me feliz com aquilo que busca nos diminuir e nos aniquilar, mas reafirmo que tenho fortemente marcada em mim a certeza de que seguirei em luta incansavelmente contra o avanço desse projeto inescrupuloso de sociedade que querem nos impor.

Hoje, quando mais um capítulo da história de nosso país é escrito de forma parcial, covarde e infame, quero dizer-lhe que a luta contra o golpe e em defesa da democracia nos unificou, nos fortaleceu.

A senhora entra para história pela porta da frente. O que não acontecerá com os que demonstraram desconhecer o verdadeiro sentido da democracia e, dessa forma, abriram um enorme precedente para que o jovem sistema político brasileiro fosse duramente golpeado.

O estupro moral que lhe impuseram está ecoando em todo o mundo e sua coragem e decência, tenha certeza, demoliram todos os argumentos dos golpistas travestidos de juízes.

Sua altivez, honra e coragem estão imortalizadas e ficarão para sempre na memória do povo brasileiro e principalmente na memória de nós mulheres. A sua lição de bravura irá nos impulsionar ainda mais na luta por justiça e igualdade.

Nesses anos de governo democrático e popular conquistamos direitos com muita luta e garra e nada nos deterá no sentido de seguir na defesa dessas conquistas. Estamos prontas para um novo ciclo de lutas.

Iremos (re)construir o futuro sem aceitar retrocessos, pois, nós mulheres não aceitaremos mais voltar para o fogão nem para a invisibilidade, nós negras e negros não aceitaremos voltar para senzala, a nossa juventude não aceitará não ter mais acesso às universidades, assim como a classe trabalhadora desse país não aceitará ter seus direitos usurpados.

Não daremos trégua e não reconhecemos governo golpista. Não aceitaremos nenhum direito a menos e é nessa perspectiva que estaremos lutando incansavelmente.

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